Riscos de fazer cirurgia após os 50: os perigos da plástica!

A cirurgia estética tornou-se um empreendimento crescente, pelo menos é o que alega a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos, a qual aponta que 10,1 bilhões de dólares são gastos a cada ano nos Estados Unidos. Conheça os riscos de fazer cirurgia após os 50.

91% de pacientes de cirurgias plásticas são mulheres, que estão optando pelas soluções rápidas mais do que nunca, passando em 5% dos casos por mais de procedimentos, ou seja, fazendo mais de uma alteração no corpo. Um grande número de  jovens agora estão “sob a faca”. Os procedimentos cosméticos aumentaram 4% para as mulheres com 30 anos e 30% de todos os que fazem lipoaspiração têm idades entre 19 e 34 anos.

Psicólogos e cirurgiões temem que muitos pacientes não compreendam completamente a gravidade ou os riscos potenciais dessas operações. “As pessoas pensam que é como sair para almoçar”, diz Anne Wallace, professora de cirurgia plástica da Universidade da Califórnia. “Como qualquer cirurgia, ele precisa ser levado a sério”.

Especialistas detalharam o espectro completo de efeitos colaterais físicos, emocionais e culturais não intencionais, que podem fazer você pensar duas vezes em levar a natureza em suas próprias mãos.

Riscos de fazer cirurgia após os 50: o preço da beleza!

1. Ajustes inesperados

Sempre que você manipula o equilíbrio do corpo, arrisca criar novas áreas problemáticas. Em outras palavras: tenha cuidado com o que deseja! Um estudo recente descobriu que a lipoaspiração pode diminuir uma região gordurosa e criar outra. Mulheres que fazem o processo de sucção em suas coxas ou abdômen acabam destruindo células de gordura, quando finalmente “colocam” o peso de volta, ele distribui-se de forma desigual, e muitas vezes para áreas incomuns, como a parte superior do abdômen, costas e braços.

Mudar uma característica também pode tirar  a aparência natural das pessoas, interferindo em outra região. Uma abdominoplastia por exemplo, pode dar a impressão de que as coxas estão fora de proporção, enquanto lábios implantados podem fazer com que um nariz de tamanho normal de repente pareça maior ou menor.

Há casos também em que as injeções de botox, que paralisam certos músculos faciais, interfira em outras áreas, que até então deveriam estar “ativas”. Maria Lemos é um exemplo, a paciente pensou que estava passando por um procedimento simples para as pálpebras, hoje, após 30 cirurgias, ela ainda não consegue piscar.

Pâmela de Jesus também sofreu com a cirurgia plástica. Seu rosto foi gravemente danificado, e seus nervos  foram afetados, interferindo no trabalho e na autoestima. Se houver um problema e o paciente for emocionalmente estável ou financeiramente seguro os resultados podem ser desastrosos, de acordo com o cirurgião plástico Robin Yuan. Uma pessoa que já é insegura sobre um aspecto de sua aparência pode sofrer um golpe severo em sua confiança. Yuan também alega que muitos pacientes emprestam dinheiro para a cirurgia inicial, se eles precisam de um procedimento adicional, os custos de acompanhamento podem devastar suas vidas financeiras.

2. Ameaças abaixo da superfície

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riscos de fazer cirurgia após os 50

Os pacientes podem nunca estar totalmente preparados para os custos mentais e emocionais da cirurgia estética, diz Joseph Hullett, psiquiatra e diretor médico. O estresse da cirurgia, falta de sono e recuperação (que geralmente inclui dor, fadiga e inchaço) faz com que a maioria experimente algum grau de depressão. Ao fazer um lifting facial por exemplo, no processo de reestruturação, a aparência pode ser de um lutador de boxe após intensos rounds, além é claro, de riscos de efeitos colaterais.

Os efeitos colaterais são grandes riscos de fazer cirurgia plástica após os 50. Isso acontece pois o corpo não se recupera mais como na época mais jovem da vida, tendo um processo de cicatrização mais demorado por exemplo.

Os efeitos emocionais após a cirurgia começam com a depressão no processo de cura, depois muda para uma fase de lua de mel, quando se consegue ver o resultado, mas logo se transforma em decepção. Aqueles que fantasiaram que a mudança física resultaria em mais atenção, uma promoção ou um parceiro atraente são muitas vezes decepcionados pela realidade. Além disso, suas expectativas de beleza podem aumentar, já que mesmo que o procedimento seja para uma melhoria, eles ficam profundamente desapontados quando o resultado não é “perfeito”.

Às vezes, um paciente – ou seu médico – podem perceber depois de investir o dinheiro e o tempo em um procedimento que eles têm uma questão subconsciente ao invés de física. Alguém com distúrbio dismórfico do corpo exagera uma falha até o ponto de ilusão, imaginando uma pequena imperfeição como uma desfiguração horrível. Após a cirurgia, eles podem simplesmente ficar fixados em outra parte do corpo, desenvolvendo uma nova obsessão.

“Eles conseguem o nariz fixo, e então são as sobrancelhas. Eles corrigem as sobrancelhas, e então são as orelhas. A anormalidade percebida continua em movimento. “

— Joseph Hullett

3. Reações alheias

Talvez a maior “ameaça” para pessoas que buscam mudanças através de cirurgia plástica é a resposta dos outros. Você não pode controlar o modo como as pessoas reagirão a isso. O Dr. Yuan teve uma paciente que resolveu colocar silicone. Ela estava muito animada com o resultados, mas não esperava que seus amigos desaprovariam o procedimento e a aparência. Após 6 meses, a mesma retornou ao consultório para retirar os implantes.

Finalmente, os perigos ocultos dentro da família podem ser pior de tudo. As crianças que observam um parente próximo efetuando a mudança podem desenvolver uma visão distorcida de seus próprios corpos. Da mesma forma, o problema se enquadra para quem espera que um procedimento ajude seu relacionamento, querendo uma resposta romântica, e recebendo um despertar grosseiro.

Gostou de saber mais sobre os riscos de fazer cirurgia após os 50? Fez alguma? Conhece alguém que não ficou satisfeito? Conte-nos aqui no Saudável e Feliz!

Veja também [O que faz um cuidados de idosos?]

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