Ressonância magnética e os riscos do iodo: veja o que causa no corpo!

Muitos ficam aflitos ao fazer ressonância magnética, depois dos casos de morte apresentados pelo uso de contraste (substância ativa gadoversetamida, um produto derivado do gadolínio, injetada por meio endovenoso, durante o exame de ressonância para realçar órgãos, estruturas e lesões), mas ele realmente é perigoso? Saiba mais sobre a ressonância magnética e os riscos do iodo.

Ressonância magnética e os riscos do iodo

Como a radiação não é utilizada, não há risco de exposição à radiação ionizante durante um exame de ressonância magnética.

Um médico pode pedir um corante de contraste para ser usado durante alguns exames de ressonância magnética, para que o radiologista veja melhor os tecidos internos e os vasos sanguíneos nas imagens completas. Se o mesmo for utilizado, existe o risco de reação.

Portadores de metal atraído por imã

Devido ao uso do ímã forte, devem ser tomadas precauções especiais para realiza-lo em pacientes com certos dispositivos implantados, como marca passos ou implantes cocleares. O técnico precisará de algumas informações sobre o dispositivo implantado, como a marca e o número do modelo, para determinar se é seguro para o exame. Pacientes que possuem objetos metálicos internos, como clipes cirúrgicos, placas, parafusos ou malhas de arame podem não estar aptos.

Claustrofóbicos

Se houver possibilidade de claustrofobia, então você pode pedir ao seu médico que lhe forneça medicação anti-ansiedade, para tomar antes do exame, mas nesse caso, é importante que alguém o leve para casa.

Gestantes

Em casos de gravidez ou suspeita, é necessário notificar ao médico. Até então, não há informações que indiquem que a RM é prejudicial para um feto, no entanto, o teste durante o primeiro trimestre de gestação não é encorajado.

Pode haver outros riscos, dependendo da sua condição médica específica. Certifique-se de discutir quaisquer preocupações com o seu médico antes do procedimento.

Alérgicos

Para que o paciente esteja seguro, é preciso que ele esteja em jejum, para a aplicação do contraste feito de gadolínio e iodo.

 “O contraste iodado é o que mais está relacionado à alergias.”

— Dra. Rita de Cássia Pincerato, radiologista.

Os médicos precisam ter ciência se o paciente possui alergia a alimentos ou medicações, histórico de asma e se, anteriormente, já sofreu com exames ao utilizar o contraste (principalmente edema de glote e parada cardiorrespiratória), por isso, é um procedimento padrão antes do exame entrevistar o paciente.

Em  determinados casos, é possível o uso de medicamentos antialérgicos antes do exame, reduzindo riscos reativos. Mas é importante lembrar, isso só pode ser feito com orientação dos especialistas.

Problemas nos rins

A maior contraindicação ao uso do contraste é para portadores de insuficiência renal. Isso se dá porque o iodo pode ser tóxico para o tecido dos rins, prejudicando o bom funcionamento dos mesmos. “Em pacientes com esta função já reduzida, o contraste à base de gadolínio pode desencadear lesões de pele e em outros órgãos, decorrentes de fibrose sistêmica”, afirma a dra. Rita.

Efeitos colaterais da Ressonância Magnética

ressonância magnética e os riscos do iodo
ressonância magnética e os riscos do iodo

De acordo com dados do laboratório Salomão Zoppi, podemos identificar os efeitos da ressonância magnética e com qual frequência costumam ocorrer.

Frequentes (podem afetar até 1 pessoa em cada 10):  sabor estranho na boca, sensação de calor e dores de cabeça.

Pouco Frequentes (podem afetar até 1 pessoa em cada 100): reação alérgica/hipersensibilidade, tonturas, sensação de formigueiro, entorpecimento, olfato reduzido, pele vermelha e quente, congestão nasal, dor de garganta, náuseas, diarreia, comichão, erupção cutânea, desconforto no peito, dor no peito, sensação de frio (com sensação de frio nas extremidades), reações no local da administração e alterações dos níveis de cálcio no sangue.

Raros (podem afetar até 1 pessoa em cada 1.000): diminuição do apetite, sensação de ansiedade, distúrbios do sono, sensação de sonolência, sensação de ardor, uma sensação de movimento ou vertigens, zumbido nos ouvidos, vermelhidão da pálpebra, dor ocular, visão desfocada, olhos vermelhos, consciência do batimento cardíaco, batimentos cardíacos irregulares, batimentos cardíacos extra, pressão arterial baixa, falta de ar, rouquidão, corrimento nasal, aperto na garganta, água na boca, dor abdominal, obstipação (prisão de ventre), boca seca, urticária, suores frios, vermelhidão, suores, nível sanguíneo mais elevado de uma substância (creatinina) que é habitualmente eliminada pelos rins, sangue na urina, inchaço facial, fraqueza e sintomas semelhantes a fadiga e sensação geral de mal-estar, febre, inchaço nos membros, arrepios, dores, sensação de frio nas extremidades, aumento da enzima hepática, análise da urina anormal, aumento dos valores de minerais na urina, proteínas na urina, aumento da enzima cardíaca e muscular, diminuição da hemoglobina, sensação de confusão e desorientação, tremores, convulsão, olhos com tom rosa, batimento cardíaco rápido, pressão arterial alta, aperto nas vias respiratórias, garganta ou cordas vocais inchadas, dor de garganta, tosse, comichão no nariz e espirros.

Muito raros (podem afetar até 1 pessoa em cada 10.000): inchaço em volta dos olhos, traçado cardíaco do ECG anômalo, desmaios e vômitos.

Desconhecidos: endurecimento da pele que pode afetar também os tecidos moles e os órgãos internos (fibrose sistêmica nefrogênica) e sensação de mal-estar.

Agora que você sabe mais sobre a ressonância magnética e os riscos do iodo, e os efeitos, que dentre os mais comuns são leves e os graves são raros, já pode ficar mais tranquila para fazer o exame! Já teve algum problema com a ressonância? Foi intenso ou tranquilo? Deixe seu comentário aqui no ABC da Mulher.

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