Fratura no fêmur: conheça os principais tipos do problema!

O fêmur é o maior osso do corpo humano, localizado na região da coxa, o qual possui um papel muito importante na sustentação. Este osso é proporcional ao tamanho da pessoa, logo, uma pessoa de 1.80 possui um fêmur de em média 50 centímetros de diâmetro. Veja como se manifesta a fratura no fêmur!

Além de grande, também é o osso mais resistente, suportando até mesmo uma pressão de 1230 kg por cm², sem sofrer lesão.

“O fêmur divide-se basicamente em cabeça do fêmur, colo do fêmur, trocanter maior e trocanter menor, linha áspera e côndilos femorais.”

— A Enciclopédia Livre

A fratura da diáfise do fêmur normalmente ocorre entre 5 cm distal ao trocanter menor e 5 cm proximal ao tubérculo adutor. Isso se dá por uma atividade crônica, ou seja,  repetitiva, sendo muito comum em atletas corredores ou militares, por exemplo.

Essas lesões devem ser diferenciadas das fraturas por insuficiência, que, embora semelhantes em aparência e apresentação, resultam de uma fisiopatologia totalmente diferente e ocorrem em uma população distinta.

Embora seja o osso mais forte do corpo, o mesmo pode quebrar, mas é necessário um impacto muito intenso para isso. Existem assim, 4 tipos de fratura:

tipo I: fratura por stress;
tipo II: fratura por impacto grave;
tipo III: fratura parcial;
tipo IV: fratura deslocada.

Tipo I: fratura por stress

Uma fratura por estresse é uma pequena rachadura no osso, que geralmente se desenvolve por excesso de uso, como em esportes de alto impacto. Na maioria dos casos, ocorre em pessoas que sofrem de obesidade, já que carregam um peso muito grande a toda hora. Quando os músculos estão cansados, não são mais capazes de diminuir a força de impactos repetidos, e quando isso ocorre, os músculos transferem o stress para os ossos, criando pequenas fraturas.

Tipo II: fratura por impacto grave

Uma fratura por impacto grave é caracterizada pelo rompimento do osso em múltiplos fragmentos, que são “empurrados” um para o outro. Resumindo,  esta é uma fratura fechada, que ocorre quando a pressão é aplicada em ambas as extremidades do osso, fazendo com que ele se divida em dois fragmentos que se entopem.

Tipo III: fratura parcial

Uma fratura parcial é a ruptura incompleta de um osso. Esse tipo se refere à maneira como se rompe, onde ele racha, mas não quebra completamente. Em contraste, existe também a fratura completa, onde o osso se encaixa em duas ou mais partes.

Tipo IV: fratura deslocada

Um osso tem uma fratura deslocada quando quebra em duas ou mais peças e não está mais alinhado corretamente. O deslocamento é definido em termos como a posição anormal do fragmento da fratura distal, em relação ao osso proximal.

Fratura da cabeça do fêmur

Fraturas da cabeça do fêmur de acordo com a classificação de Pipkin.

  • A: fratura da cabeça do fêmur inferior à fóvea central;
  • B: fratura estendida superior à fóvea central;
  • C: qualquer fratura da cabeça do fêmur com fratura associada do colo do fêmur;
  • D: qualquer fratura da cabeça do fêmur com fratura do acetábulo associada.

Tratamento para fratura no fêmur

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fratura no fêmur

Fratura trocanteriana

“As fraturas trocanterianas comprometem a região entre o grande e o pequeno trocanter e normalmente acometem pacientes com idade mais avançada do que as fraturas de colo, e principalmente sexo feminino devido a maior incidência de osteoporose.”

— Ortopedia BR.

O tratamento utilizado para estas fraturas é excepcionalmente cirúrgico, sendo que um método mais conservador só será utilizado se o paciente tiver um risco muito grande ao fazer cirurgia ou estiver em estado terminal. O momento ideal para o procedimento depende do estado clínico do paciente, contudo, é recomendável um prazo de 24 a 48h para a estabilização.

Nas fraturas estáveis, o padrão é a placa e o parafuso deslizante, já nas instáveis, a haste intramedular é o indicada, sendo que no primeiro caso, apresenta-se menor risco de falência, devido à maior vantagem biomecânica.

Fratura sub-trocanteriana

“As fraturas sub-trocanterianas correspondem a aproximadamente 15% dos casos de fratura de fêmur e são consequência de trauma de alta energia com alto índice de lesões associadas.”

Um tratamento mais conservador pode ser completo e os “maus” resultados são bastante significantes, sendo o método cirúrgico o mais indicado. Desta forma, a fratura pode ser solucionada em até mesmo uma semana.

As chances de desencadear algum tipo de complicação também são altas, podendo desenvolver trombose venosa profunda, embolia pulmonar, artrose e consolidação viciosa.

Já teve algum tipo de fratura no fêmur? Conhece alguém que teve? O procedimento cirúrgico foi a única solução? Deixe seu comentário e ajude pessoas que podem estar passando por esta situação no momento!

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