Enfisema pulmonar: o que é? como diagnosticar e tratar?

Sente aquela falta de ar constante, tendo até mesmo um chiado para respirar, com frequência? Fique atenta! Estes são sinais de enfisema pulmonar.

O que é enfisema pulmonar?

O enfisema é caracterizado como uma DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), que age danificando os alvéolos pulmonares, gerando perda de oxigenação e hipercapnia (acúmulo de gás carbônico no sangue). Esta doença tem como principais causas a inalação de produtos tóxicos e químicos, como o fumo de tabaco, poluição e queimadas.

Os problemas causados nas paredes alveolares diminuem o espaço responsável por fazer a troca de ar. A inflamação que acontece no sistema respiratório também pode ocorrer em outras áreas do corpo, como o coração por exemplo, por isso a DPOC também pode ser considerada como uma doença sistêmica.

enfisema-pulmonar

De acordo com pesquisas, concluiu-se a porcentagem da influência dos causadores da doença, sendo:

  • tabagismo – uma média de 80 a 90% dos pacientes com enfisema pulmonar já foram ou ainda são fumantes;
  • exposição a gases tóxicos no local onde se trabalha – por volta de 10 a 20% dos casos;
  • fator genético – é responsável por em média 1 a 5% dos casos.

Vilão oculto

Quem nunca teve um professor que utilizava giz de lousa para passar a informação aos alunos? Você sabia que eles estavam correndo riscos? Pois é! Veja abaixo o que diz o pedagogo José Carlos Antonio, membro da SBO.

“O giz resseca a pele da mão, causa ruptura nas cutículas, é horrível para limpar, fica grudado debaixo das unhas (principalmente para quem tem unhas grandes) e se aspirado ao longo de muito tempo seu pó pode causar câncer, enfisema e outras doenças decorrentes da acumulação de seus minerais no pulmão…”

Sintomas do enfisema pulmonar

  • Falta de ar (por falta de ventilação);
  • chiado no momento da respiração;
  • inchaço do tórax;
  • hipertensão arterial;
  • inconsciência temporária;
  • tosse frequente.

“Tinha crises de falta de ar, as vezes ia tomar banho e não dava nem tempo de terminar, tinha que ir correndo pro hospital, e claro, não podia deixar de usar a bombinha, porque tinha medo de morrer, mas depois que mudei meus hábitos, minha qualidade de vida melhorou muito.”

— senhora Cida, aposentada.

Fatores de risco

  • Poluição;
  • desnutrição;
  • problemas respiratórios;
  • histórico de DPOC na família;
  • baixas temperaturas.

Enfisema pulmonar no mundo

Esta é uma das doenças que mais mata no mundo todo, além de causar muitos danos. As DPOC aferam por volta de 5% da população, aparecendo com mais frequência em homens (principalmente na faixa etária dos 40 anos), sendo que a maioria deles são fumantes ou trabalhadores de indústrias e minas, que são frequentemente expostos à produtos de alta toxicidade, como  o dióxido de silício (popularmente conhecido como sílica). Esses quadros aumentam o número de aposentadorias por invalidez.

Entre os anos de 2000 e 2010 o número de atingidos pelo enfisema pulmonar aumentou 65%, e hoje, em nos dias de  hoje essa porcentagem pode estar ainda maior, devido ao envelhecimento e às emissões de poluentes. Em São Paulo, no ano de 2005, 15% das pessoas com mais de 40 sofriam de DPOC.

Como tratar o enfisema?

O enfisema é um problema irreversível, mas ainda sim, com o tratamento correto, pode-se recuperar um pouco das funções pulmonares. A providência mais importante para barrar o desenvolvimento da doença é parar de fumar (se o paciente for fumante, é claro) e evitar se expor à gases poluentes ou tóxicos.

Parar de fumar diminui o risco de morte em nada mais nada menos que 18%.

Além da mudança nos hábitos de vida, o enfisema pulmonar também pode ser tratado através dos seguintes remédios:

  • dilatadores dos brônquios (anticolinérgicos, metilxantina, aminofilina ou efedrina);
  • corticoides inalados ou por via oral (agem como anti-inflamatórios);
  • mucolíticos (para situações onde há muito catarro);
  • antibióticos (penicilina, ampicilina, tetraciclinas) para infecções bacterianas;
  • inalatórios de curta ou longa duração.

Também existem os tratamentos que não são através de medicação, como:

  • fisioterapia;
  • oxigenoterapia;
  • higienização bucal;
  • ventilação no ambiente;
  • exercícios regularmente;
  • alimentação saudável;
  • hidratação.

Em casos graves pode ser necessário ventilação mecânica, como CPAP e BIPAP (aparelhos respiratórios), cirurgia para remoção da parte prejudicada do pulmão ou transplante de pulmão.

Em casos de extrema falta de ar, consulte um médico, sua vida é muito valiosa. 💋

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